My Coach WON'T leave me alone 😰 | The Karaoke [Chilla's Art]
O vídeo apresenta uma jogabilidade completa de The Karaoke, título de terror desenvolvido pela Chilla's Art, conhecido por suas narrativas ambientadas no Japão que misturam o cotidiano com elementos sobrenaturais. A gameplay, conduzida pela streamer Mina, destaca-se pela atmosfera opressiva, pela exploração de cenários detalhados — como escolas e estabelecimentos de karaoke — e pela mecânica de fuga em primeira pessoa que gera momentos de tensão real e humor ao mesmo tempo.
O Início da Ameaça na Escola
A história começa com a protagonista relembrando seus tempos de ensino médio, quando ela e sua melhor amiga participavam do clube de basquete. A narrativa se inicia de forma aparentemente mundana, com a prática de arremessos livres após as atividades escolares. No entanto, a ambientação já apresenta sinais de que algo está errado, com anomalias visuais e comportamentos estranhos ao redor.
Após o treino, as personagens se preparam para ir ao karaoke. É neste momento de transição, nos vestiários e ao sair da escola, que o clima muda. O jogador precisa interagir com diversos objetos pessoais, como usar desodorante e guardar sapatos em armários, uma mecânica comum em jogos estilo simulador de vida, mas que aqui serve para atrasar a saída e aumentar a tensão.
A primeira ameaça concreta surge quando a protagonista sai para encontrar sua bicicleta. Ela percebe uma van branca seguindo-a pelo caminho. A sensação de perseguição é imediata, e a navegação pela cidade à noite, usando a bicicleta, torna-se confusa e estressante devido à falta de sinais claros e à escuridão do cenário. A van ameaçadora cria uma paranoia constante sobre o caminho correto a tomar.
A Chegada ao Karaoke e Anomalias
Ao finalmente chegar ao estabelecimento de karaoke, o jogador espera segurança, mas o ambiente rapidamente se revela inquietante. A recepção é atendida por uma funcionária que parece desinteressada, focada em seu celular, o que adiciona um toque de realismo e desconforto. O design do local lembra a estética típica dos karaokês japoneses, com corredores estreitos e portas numeradas.
Dentro da sala privada (a sala 12), a experiência musical começa de forma estranha. A protagonista precisa selecionar músicas em uma tela touch, e uma das músicas disponíveis é "Lost Demon". O volume do sistema é absurdamente alto, causando desconforto à personagem e forçando o jogador a abaixar o som.
Pequenos detalhes começam a quebrar a realidade:
- A protagonista encontra dois copos na mesa, embora ela tenha trazido apenas um.
- Ao beber do copo "extra", ela percebe que alguém o colocou ali, mas decide beber mesmo assim, um ato que gera repulsa e confusão.
- Uma nota misteriosa aparece sob o sofá com a mensagem "Don't look under your sofa" (Não olhe embaixo do sofá), um elemento clássico de terror psicológico que força o jogador a questionar o ambiente seguro.
O Pedido de Comida e o Desaparecimento
A tentativa de manter a normalidade continua quando a protagonista decide pedir comida. O sistema de pedido é interativo, permitindo escolher entre Takoyaki, frango frito ou pizza. Após escolher o frango, a recepção faz uma pergunta perturbadora, confirmando se ela é uma "estudante do ensino médio", o que levanta suspeitas sobre quem está do outro lado da linha.
A comida nunca chega, e a amiga que deveria encontrar a protagonista no local não aparece. Preocupada, a protagonista sai da sala para procurar a funcionária. Ao invadir a sala dos funcionários — uma área restrita — ela encontra o pedido de comida dela abandonado sobre uma mesa, com uma batata frita e um pedaço de papel com caracteres estranhos e um endereço de email, sugerindo que alguém vasculhou ou interferiu em sua refeição.
Neste momento, a amiga liga pela primeira vez, avisando sobre uma foto que ela enviou. A tensão sobe drasticamente quando a amiga grita "Corra", indicando que o perseguidor está próximo.
A Perseguição Final e o Esconderijo
A jogabilidade muda drasticamente para um survival horror puro. As luzes se apagam, o celular da amiga é encontrado no chão, e as saídas de emergência trancadas. O protagonista descobre, por meio das mensagens no celular, que o perseguidor é o técnico de basquete (Coach). A foto enviada pela amiga revela o técnico, confirmando a identidade do assassino.
A fase final exige furtividade. O jogador precisa se esconder do técnico que agora percorre os corredores do estabelecimento com uma arma ou instrumento contundente. As instruções indicam esperar quatro minutos até a chegada da polícia. A mecânica de "espremer" (segurar uma tecla para andar devagar e em silêncio) é crucial, e o jogador deve encontrar pontos de cego atrás de caixas ou cantos escuros.
Um erro aqui resulta em morte instantânea. O áudio desempenha um papel vital, pois o jogador precisa ouvir os passos do técnico para saber quando é seguro se mover ou mudar de esconderijo.
Desfecho e Pós-Créditos
Após um momento tenso onde o técnico vasculha a sala imediatamente ao lado do esconderijo do jogador, os quatro minutos finalmente passam e a polícia invade o local, salvando a protagonista.
O jogo encerra com uma narrativa pós-tragédia. A protagonista acorda em um hospital e descobre que o técnico, que já havia agredido mais de dez alunos, foi capturado. O impacto psicológico sobre a amiga é profundo; ela sobreviveu, mas fica traumatizada a ponto de evitar a proximidade da protagonista.
Após os créditos, o jogo oferece uma surpresa extra. Ele não termina imediatamente, exigindo que o jogador se esconda mais uma vez em um armário minúsculo, mantendo o clima de que o perigo ainda pode estar latente, uma característica marcante dos jogos da Chilla's Art que evitam finais totalmente reconfortantes.
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